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Brasil Ciência: a ciência em bom português...

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Brasil Ciência: Manifesto Ciência Livre — Ciência 2.0

 

Visão

Nós visamos um futuro aonde políticas de Ciência e Tecnologia vão ajudar todas as pessoas a viverem num ambiente mais limpo e socialmente cívico e justo, gozando de bons sistemas de educação e saúde.

Missão

O Brasil Ciência é uma organização educacional sem fins lucrativos e sem afiliações partidária. Nossa missão é a de renovar o respeito por debates [sociais] e processos deciditórios políticos e governamentais bem fundamentadas em evidências empíricas.

A missão do Brasil Ciência incorpora alguns elementos principais:

  1. “To raise awareness in the media” para a Ciência e sua divulgação de qualidade;
  2. Educação do público com respeito à políticas científicas, assim como a educação da comunidade científica com respeito ao processo político e seus meios que podem ser usados para contribuições efetivas, influenciando os representantes eleitos;
  3. Prover um “media clearinghouse”, conectando “experts”, cientistas, jornalistas e ativistas;
  4. Preservar e extender o acesso civil ao mundo acadêmico;
  5. Colaborar com organizações relacionadas;
  6. Nutrir uma comunidade cívica pró-ativa, desde “grassroots activists” até “experts” técnicos e acadêmicos.

Crenças

Os Cientistas, Engenheiros e cidadãos que formam o Brasil Ciência estão unidos por alguns valores e crenças que guiam todo o trabalho do Brasil Ciência:

  • Governo de Qualidade: Cientistas sabem como testar teorias, como discernir fatos de ficção, e como responsabilizar a si mesmos. Lideranças e políticas de qualidade deveriam depender em processo semelhantes;

  • Debate Público e Aberto: Debates vigorosos e baseados em evidências só fazem melhorar as política governamentais, assim como com teorias científicas. A falta de transparência excessiva só serve para proteger ideologias e incompetência;

  • Liderança Competente: Representantes públicos servem seus constituintes da melhor maneira quando suas convicções são baseadas e testadas dados objetivos e quando suas convicções pessoais não distorcem suas obrigações e responsabilidades perante o público;

  • Participação Política: Cidadãos educados e bem informados, enqüisidores, e civicamente engajados são essenciais para uma democracia bem sucedida.

 

A Ciência e o Futuro: Conhecimento Livre para uma Sociedade Livre

Ciência Livre é uma questão de liberdade e não de preço. Ciência Livre é uma questão da liberdade de se utilizar, ¿¿¿[foto-]copiar???, distribuir, estudar, modificar e melhorar o trabalho [científico] em questão.

Mais precisamente, existem 4 tipos de liberdades:

  1. A liberdade de utilizar a Ciência (determinado trabalho científico) para qualquer propósito.
  2. A liberdade de estudar como um determinado trabalho científico funciona e adaptá-lo aos seus interesses. Acesso aos originais é pré-condição para isso.
  3. A liberdade de redistribuir cópias para que se possa ajudar ao próximo.
  4. A liberdade de melhorar o estudo, e lançar suas melhorias ao público, para que toda a comunidade se beneficie. Acesso aos originais é uma pré-condição para isso.

Um determinado trabalho científico é ciência livre se possuir todas as liberdades acima. Dessa forma, é possível se redistribuir cópias, com ou sem modificações, gratuitas ou cobrando-se uma taxa de redistribuição, para qualquer pessoa em qualquer lugar. Ser livre para se fazer essas coisas significa, entre outras cosias, que não é preciso se pedir ou pagar por permissão para tanto.

Deve-se haver também a liberdade de se fazer modificações e usá-las de modo privado no seu trabalho ou diversão, sem mesmo mencionar que elas existem. Se suas modificações forem publicadas, não deve ser necessário que você notifique nenhuma pessoa em particular, ou de qualquer forma em específico.

A liberdade de se utilizar da Ciência significa que qualquer pessoa ou organização pode usá-la para qualquer tipo de trabalho, objetivo ou propósito, sem que exista a necessidade de se comunicar com os pesquisadores ou qualquer outra entidade em específico. Nessa liberdade, são os propósitos do usuário que importam, e não o dos pesquisadores; enquanto usuário, você está livre para fazer qualquer tipo de uso da ciência, e se vc distribuí-la para alguma outra pessoa, aquela é livre para fazer qualquer uso que sirva seus propósitos, mas você não pode impor seus propósitos sobre ela.

A liberdade de redistribuir cópias em qualquer forma de mídia (digital, fotocópia, impressa, etc) das versões modificadas ou não.

Para que a liberdade de modificação e publicação de versões melhoradas faça sentido, é preciso acesso aos originais [do trabalho científico em questão]: dados, metadados, gráficos, hipóteses, teoremas, etc. Portanto, o acesso aos originais é condição necessária para a Ciência Livre.

Uma das formas importantes de se modificar um trabalho científico é através da agregação de dados disponíveis de modo livre. Se a licença de algum dado disser que não é possível incluí-lo num trabalho já existente, em casos em que é preciso se ser o detentor do ‘copyright’, então a licença é muito restritiva e não pode ser classificada como livre.

Para que essas liberdades sejam reais, elas têm que ser irrevogáveis desde que não se faça nada de errado; se o pesquisador [do trabalho científico em questão] tem o poder de revogar a licença, sem que haja uma causa, a pesquisa não é livre.

Entretanto, algumas regras sobre o modo de distribuição da pesquisa científica em questão são aceitáveis desde que não conflitem com as liberdades centrais.

Pode se ter pago dinheiro para se obter os resultados de determinada pesquisa, ou pode se tê-la obtido gratuitamente. De qualquer maneira, sempre se tem a liberdade de se copiar e se alterar o conteúdo dela, até mesmo de se vender cópias.

Ciência Livre não significa não comercial. Uma pesquisa livre pode estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, ou distribuição comercial.

Em geral, se utiliza o “copyleft” para se proteger legalmente essas liberdades. Porém, existe Ciência Livre que não é licenciada via copyleft – apesar de existirem razões pragmáticas para o uso do copyleft.



  1. Falar de Leis de Patentes, Copyrights, Propriedade Intelectual e suas durações. Comparar com a indústria fonográfica que ganha lucros sendo a “atravessadora” dos artistas para com o público. O “grande tema” é o mesmo: Trabalho criativo sendo ‘revendido’ através de sua geração de tecnologia – pela simples razão de que “tecnologia” é facilmente avaliada em termos de valor e preço, ao passo que “ciência” – ou o “trabalho criativo”, falando mais genericamente – é algo extremamente abstrato e, portanto, complicado de se avaliar em termos de valor/preço: É preciso uma NOVA economia!
  2. Falar da Revolução Digital e sua influência no método de avaliação de produção científica (ou “criativa” ou “cultural”): Fatores de Impacto como ferramentas de Redes Sociais.

Referências

  1. Novas estruturas sociais e o cientista hacker;
  2. Democracia e Acesso Livre ao Conhecimento;
  3. The Future of Science is Open, Part 1: Open Access;
  4. The Future of Science is Open, Part 2: Open Science;
  5. The Future of Science is Open, Part 3: An Open Science World;
  6. Science Commons;
  7. Scientific Commons;
  8. Focusing on open access to peer-reviewed research articles and their preprints;
  9. Philosophy of the GNU Project;
  10. Free Cultural Works;
  11. Free knowledge;
  12. The Open Knowledge Definition;
  13. Open Web Initiative.

 

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